Acordei querendo só lembrar de nós, das novas coisas bobas…
estamos tão longe como nunca e, mais intimos. Durmir, cantar e dançar ao teu lado me faz criar um passado mais cheio de risos, de brincadeiras aos sabados…
Te ver é sempre brincar num sabado a tarde…ai que saudades.

Não sei mais o que te dizer, pois já foi dito tudo o que as palavras poderiam expressar…
Posso agora apenas acolher-te nos meus braços, e deixar os anos passarem,
como se fossemos ainda duas crianças loucas na rua de um sábado a tarde.
Ou eu poderia dormir sentido o cheiro bom do seu cabelo, e sem um único suspiro para não acorda-la, contar-lhe histórias da nossa infância dos sábados a tarde.

Nossa infância e nossos sonhos, tudo
perdeu-se por entre as laranjeiras dum fim de tarde ensolarado
Perdemo-nos entrevados um no olhar do outro,
Assim sempre calmos como um monte calmo à paisagem…
Ah, embriagamo-nos de virtude, vinho e poesia
e no finalzinho da tarde
com o sol lá longe,
Olhamo-nos como duas crianças calmas…
E as montanhas, as nuvens, as laranjeiras, a tarde de sábado
Todos pararam por nós…
(O vento consumiu-nos!)…

O vento consumiu-nos por inteiro, somos tão somente pensamento e memória…
Vivos um na lembrança do outro!

( Gustavo Figiwara )

Sabado...Gu e Eu.