Enchendo a cara de leite frio percebi que nunca tinha “DITO” um “eu te amo” pra alguém que não seja amigo e só, nem pra ex namorados. Escrever sim! Ah e como escrevia, mas no cara-a-cara não dizia, nem pelo telêfone… dizia adoro-te, preciso de ti, és especial, como toda pessoa no mundo é, mas nunca disse a frase por inteiro…
E hoje digo, grito e repito amo você, és especial pra mim, não como tudo no mundo, és especial como as flores ao desabrochar, especial como os filhotinhos de ratos, cães e gatos que eu adimiro e sinto tal compaixão que chega a doer…Amo você, como nunca pensei amar, dedico os meus dias de sonhos a você e só a você! Amo-te! Quero-te!
Pensei em ligar pra tornar algo mais “palpavel” , mas não tenho coragem de ligar e chorar versos meus; antes não dizia por desprezo e agora não digo por medo.
Medo de ti, de mim, dos meus choramingos tornarem-se prantos interminaveis e soluços insurdecedores, parecendo risadas macabras e deboche, não digo não por não te amar, por que amo,não digo apenas pra manter a fadiga estável, parada…Desgasto-me só em pensar, falando morreria, morreria no telêfone dizendo algo banal as outras pessoas, amo você e só.

Um lindo poema que ouvi e li e repito pra vocês, só por ser belo.
Não te Amo
Não te amo, quero-te: o amor vem d’alma.
E eu n ‘alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror…
Mas amar!… não te amo, não.